Coworking a dois em videochamada: tu e outra pessoa, cada um no seu trabalho.
Faixas de 25 ou 50 minutos, que começam a cada quarto de hora, todos os dias a qualquer hora.
Grátis, sem cartão de crédito e sem publicidade.
Dois minutos para dizer o que vais fazer, depois silêncio, dois minutos no fim para dizer como correu.
Ninguém vê o teu ecrã: vê-se apenas o vídeo, e pode ser desligado.
Se mais ninguém reservar, a sessão começa na mesma.
Base de dados e videochamadas em servidores da União Europeia.
O problema da tese não é a dificuldade, é a solidão longa
Quem escreve uma tese trabalha durante meses sem que ninguém pergunte em que ponto vai, tirando o orientador de vez em quando. Não há entregas intermédias, não há chefe, não há reunião: só um documento que cresce devagar e uma data longe.
Uma sessão de coworking não muda a tese. Muda uma coisa só: àquela hora há outra pessoa a escrever a dela, em videochamada, e o tempo começa e acaba também para ela.
Dois minutos no início para dizer o que vais fazer, silêncio no resto, dois minutos no fim para dizer como correu. Ninguém lê o que escreves: vê-se o vídeo, não o ecrã.
Não é preciso alguém a controlar-te. É preciso alguém a fazer o mesmo esforço, à mesma hora.
Quanto escrever por dia para chegar à entrega
A conta que se faz de cabeça uma vez por mês e convém refazer todas as semanas: o que falta, a dividir pelos dias que restam. Em páginas ou em palavras, como contares.
Põe a data e o total: o cálculo aparece aqui.
O que escreves fica neste dispositivo.
Como se usa num trabalho que dura meses
A mesma faixa todas as semanas. Os horários são de quarto em quarto de hora, todos os dias: podes voltar ao mesmo encontro as vezes que quiseres.
Cinquenta minutos quando é mesmo para escrever, vinte e cinco quando só precisas de reabrir o documento e tirar-lhe o pó.
Uma frase por faixa. "Capítulo três, ponto dois" chega e sobra: não tens de contar em que ponto estás.