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Dois minutos, quatro campos

Quantas horas estudar para o teu exame, semana a semana.

Não é um artigo para ler: é uma folha para preencher. No fim tens um só número, o que conta: quantas sessões de 25 minutos precisas por semana para chegar a tempo. E se não couberem nos dias que tens, diz-te.

A tentação é saltar para o resultado. Mas o resultado depende de quão honesto fores nos dois campos anteriores: as horas que são mesmo precisas e os dias em que vais mesmo estudar, não aqueles em que gostarias.

A folha

Quatro campos, por esta ordem.

Passo 1

A data do exame

A verdadeira, a que está no calendário de outra pessoa: o exame, a entrega, a prova. Sem uma data o resto da folha não serve, porque sem um fim não há ritmo.

Passo 2

As horas necessárias e as que já fizeste

Uma estimativa chega: mais vale um número aproximado do que nenhum. Se a cadeira tem créditos europeus, cada crédito corresponde a 25 a 30 horas de trabalho total, aulas incluídas (Comissão Europeia, 2015). Uma cadeira de 6 créditos são cerca de 150 a 180 horas: nem todas à secretária, mas é daí que se parte.

Passo 3

Os dias em que vais mesmo estudar

Não os dias em que poderias: os dias em que acontece. Se nunca abriste um livro a um domingo, deixa-o de fora: um plano construído sobre um dia que não existe cai na primeira semana, e depois deixas de acreditar também nos outros.

Passo 4

Quantas sessões consegues fazer num desses dias

Sessões de 25 minutos, não horas. Quatro sessões são uma hora e quarenta minutos de trabalho cronometrado, já um bom dia para quem estuda depois do trabalho ou das aulas. Escreve o número que aguentas num dia normal, não no melhor.

Preenche a data e as horas: o cálculo aparece aqui.
O que escreves fica neste dispositivo.
Perguntas a sério

O que se pergunta antes de confiar num número.

Como é calculado?

As horas que faltam (as necessárias menos as feitas) dividem-se pelos dias até ao exame e multiplicam-se por sete: são as horas por semana. Divididas pela duração da sessão, dão as sessões. É a conta que farias de cabeça, feita uma vez e por escrito.

Porquê em sessões e não em horas?

Porque «doze horas por semana» não se pode marcar em lado nenhum, enquanto «vinte e oito sessões» são vinte e oito casas num calendário. Um número que não se pode pôr em lado nenhum é uma boa intenção, não um plano.

E se não couberem?

A página diz-te, e diz quantas faltam. Há três saídas legítimas: juntar um dia, subir as sessões por dia ou cortar o que tinhas prometido a ti mesmo. O que não funciona é deixar o número onde está e esperar.

Preciso de uma conta?

Não. A página funciona sem conta e os números são calculados pelo teu navegador, não por um servidor. O que escreves fica neste dispositivo.

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